18.3.11
Honra aos Templários!
Março 18 – A Paixão dos templários
Viva o mestre Jacques de Molay !
Pouco depois da hora de Vésperas a 18 de março 1314 assistia-se a um acontecimento infausto na Ile de la Cité em Paris (onde está agora a Ponte Neuf sobre o Sena): ali eram queimados vivos dois templários - Jacques de Molay, o mestre da Ordem e Geoffry de Charney, o Preceptor da Normandia . No dia da proclamação da sentença que condenava a prisão perpétua 4 dignitários do Templo , mercê de uma confissão forjada sob tortura, Molay e Charney , a bem da memória da Ordem, negam tudo, o que na época, era punível com a morte . Enquanto suas carnes enegrecem em agonia ouviram-nos a convocar o papa e o rei a comparecerem a prestar contas , perante o juizo de Deus no prazo de um ano... - Clemente V, o papa simoníaco que devia sua eleição ao rei e abandonara Roma para se fixar em Avignon (França) , morreu daí a um mês com uma infecção no intestino... Nogaret, guarda do selo real, que fabricara o processo contra a Ordem, espalhando calúnias...morre também em 1314 . A 29 de novembro, o Rei Filipe IV de França, o Belo, 11º Capeto , morria devido a uma queda de cavalo, a quando de uma caçada... e seus três filhos tornam-se os reis malditos ou amaldiçoados- morrendo todos dentro de 12 anos, sem deixar descendentes... (suas mulheres envolvidas no escândalo adúltero da Torre de Nesle)... abrindo-se uma crise sucessória que mergulhou a França na guerra dos 100 anos com a Inglaterra .Assim terminou a dinastia dos Capetos!... - Jacques de Molay foi o 23º e último grão-Mestre templário.Assumira o mestrado da Ordem em 1295, com 50 anos, na ilha de Chipre para onde os cavaleiros se deslocaram após a perda de Acre (1291) último reduto da Terra Santa .Desenvolve uma campanha diplomática na Europa, pela reconquista da Terra Santa e organiza a partir da ilha de Chipre ,com uma frota de 16 navios, ataques contra as costas egípcias e síria para enfraquecer os mamelucos . Liberta prisioneiros cristãos em Alexandria e establece uma base em Ruad onde aguarda até 1303 pela colaboração de Ghazan, o mongol da Pérsia sem resultados práticos... Em maio 1307, é convocado a Poitiers na França pelo Papa Clemente V e rei Felipe para discutir novas cruzadas e uma união entre as Ordens dos Templários e Hospitalários. ...o que foi rejeitado por Molay, assim como a admissão de um filho do Rei ( o que colocaria o mestrado em suas mãos a curto prazo)...- Então o rei- face ás recusas e cobiçando os recursos da Ordem , perante as dificuldade financeira pela qual os cofres do reino se encontravam, devido as guerras com a Flandrtes ... ataca de surpresa os Templários na sexta-feira, 13 de Outubro de 1307 (facto pelo qual ainda hoje se intitula sexta-feira 13 como dia de azar), Jacques DeMolay, juntamente com centenas de outros, foram presos e torturados (suspensos com as mãos amarradas para trás,...com os pés sobre carvão em brasa....,ou sufocamente por água.) visando obter confissões de que renegavam a Cristo, recebiam beijos na boca e adoravam cabeças idólatras...(afinal, o culto das relíquias,um beijo cortez e a imitatio da Paixão/negação de Pedro!)... Em agosto 1308 em Chinon- uma comissão papal de inquérito de 8 cardeais , conclui por “alargar a misericórdia de absolvição para estes actos” dos irmãos... mas o julgamento arrasta-se por varios anos . Em 1312 no Concílio de Vienne (cerca de Lyon) o rei pressiona a que a Ordem seja suspensa, por medida disciplinar, . Na França seus bens móveis foram incorporados pela estrutura real, enquanto seus bens imóveis passaram à Ordem dos Hospitalários...
Honra a D. Vasco Fernandes ,o último mestre português !
No principio dos anos 90 do sec XIII, Frei Vasco Fernandes era comendador templário de Santarém , qualidade em que assina uma carta de instituição de uma capelania em S.Maria de Tomar, por parte de Martins Gil, alferes-mor do reino e neto de uma sobrinha de Gualdim (D.Estefania Pais). Coincidência significativa é o facto de ser feito ( último) mestre do Templo em 1295, no mesmo ano de Jacques de Molay .... Acompanha o rei D.Dinis nas contendas que teve com el-rei D.Fernando de Castela. Também quando cercou em Portalegre a seu irmão o Infante D.Afonso, em que havendo vários e arriscados encontros, se assinalou sempre a D.Vasco ente os mais esforçados... Em 1297 recebe para a Ordem o padroado da igreja de S.Mamede de Mogadouro e S.Maria de Penas Roias por doação régia no mesmo ano em que pelo Tratado de Alcanises ( Zamora ) se firmou a paz com Castela, ficando definidas as fronteiras entre os dois países.Em 1303 recebe para a Ordem, da parte de D.Dinis os dominios da vila e castelo de Nisa, cuja fabrica ou obras teriam sido feitas pela Ordem templaria ...A última doação régia á Ordem é a de Ferreira do Zezere em 1306.
-De seu tempo é a infausta memória de a Ordem ser perseguida e suspensa. Durou assim no governo da Ordem até 1311 . São inquitidos os cavaleiros , a maior parte “desaparecidos” concluindo-se pela improcedência das acusações . O concilio de Salamanca absolve os cavaleiros, na peninsula iberica...em outubro de 1310 .
Face às resoluções do concilio de Vienne em 1312, D. Dinis acorda com os reis de Leão, Castela e Aragão seguir uma politica conjunta para impedir a saída, de suas coroas, dos bens templários Pelas inquirições de 1317, onde 3 testemunhas ( Pais Vogado e outros) falam das torres de S.Iria e do javali do monte do castelo.,D.Dinis insiste no vínculo dos templários ao serviço do rei , para impedir que Tomar fosse dada a cardeal estrangeiro. Funda-se a Ordem de Cristo em 1319, por bula papal “ad ea exquibus” , que alude a Castro Marim como nova fronteira contra os inimigos da fé e onde se integram muitos dos antigos freires ...e as antigas Comendas ...tudo semelhante à antiga Ordem... Mas,.por falta de condições em C.Marim, os mestres nunca lã residiram em permanência... O primeiro capítulo reune-se em Lisboa e o mestre passa a residir em Castelo .Branco.. Também D. Vasco Fernandes ingressou como simples freire na Ordem de Cristo, sendo nomeado Comendador de Montalvão, no concelho de Nisa e aí sobreviveu ainda 4 anos, acompanhando os últimos anos do reinado de D.Dinis, marcados por conflitos com o herdeiro,o futuro D. Afonso IV. Faleceu no ano de 1323 . Julga-se que o seu corpo se encontre sepultado sob a nave principal e junto ao altar-mor da Igreja matriz de Montalvão, perdido o direito ao lugar (de sepultura) na Igreja de Santa Maria dos Olivais, panteão dos mestres da Ordem...
Agora ,face à abertura dos arquivos do Vaticano, é chegada a hora de devolver a honra a todos os cavaleiros do Templo...
1.3.11
A Templ'Anima no 1º Março em Santa Maria dos Olivais!
A 1 de março de 2011 a Associação Cultural Templ'Anima marcou a sua presença nas comemorações do dia, com uma guarda de honra à porta da Igreja de S.Maria, constituída por 2 templários,um de branco e outro de castanho, conforme as cores dos hábitos da Ordem.
E no terreiro em frente do portal -junto á torre de aviso- evocámos o mestre Gualdim a cavalo prestando menagem de espada erguida à Virgem santa Maria em sua igreja, por ele mandada construir.
2.2.11
Encontro místico em Ascalon
Na festa da Candelaria , recordamos uma luz oriental que iluminou o Mestre Gualdim.
O ano de 1153, vai ser um ano chave, para a vida de Don Gualdim !
Ascalon, no litoral da Terra Santa, permanecia como único porto inexpugnável para os cruzados. Enclave estratégico muçulmano, donde partiam ataques periódicos aos peregrinos da estrada Jafa-Jerusalém.
Sobre esta vila já milenar, berço de Herodes e antiga cidade cananeia sob o domínio faraónico (um dos 5 régulados filisteus ,no tempo bíblico de Josué) pairava ainda uma subtil influência da cultura egípcia, que inspirara até tardiamente os escultores romanos ...
No dia seguinte à tomada de Ascalon, andava Gualdim em reconhecimento, buscando até colunas de marmore de velhos templos, para reforço dos muros defensivos da cidade , enquanto meditava na Regra bernardense e...como por acaso, os seus passos levaram-no até junto às colunatas do Pórtico de Setimo Severo (sec III DC). Eis quando, sob as árvores em frente,avistou Ísis, a deusa e rainha com seu manto franjado e coroa faraónica, de mão dada com seu filho...
Desse encontro místico, no material e no espiritual, recebeu a Sabedoria antiga, hermética e alquímica, percorrendo rápidamente os 3 graus iniciáticos ( como assinalam os vestígios em série crescente das 3 colunas únicas ali de pé...). Também ainda hoje é visível uma memória da deusa .
Tal como se afirma numa inscrição pétrea do castelo de Tomar, acerca deste valeroso milites: “feito cavaleiro do Templo, partiu para a Terra Santa,lutando em Ascalon,e em breve brilhou como Estrela da Manhã (foi iluminado)...”ut lucífer emicuit”. Coincidência significativa : um dos simbolos de Isis, é Sirius - a Estrela de Alva...
13.1.11
Os Capiteis Iniciáticos na Charola através dos 4 elementos
Na data em que se aprovou no concilio de Troyes – a Regra latina ao Templo-(13/jan/1129)evocamos aqui a mensagem espiritual que o mestre Gualdim deixou gravada nas pedras da Rotunda...
No octogono central da Charola ... podeis contemplar as figuras símbolos dos capiteis,
, interrogando-vos sobre o seu significado e percorrer as etapas de uma transformação espiritual , descobrindo os laços existentes entre os vários simbolos , só aparentemente ao acaso dispersos…
Se bem reparardes , constata-se ali uma disposição iniciática das figuras dos capiteis, mostrando assim que todo o conjunto em rotunda, fora planeado desde o início do oratório. Pois, o monge que desejava penetrar no lugar da sapiência divina e participar dela, sabia que tinha de despojar-se de tudo, morrer misticamente para nascer de novo, como portador da luz, Homem-Cristo...
Começando a oriente do Octogono - representando o principio da Demanda como aspirante-que deve afrontar as primeiras provas…e terminando a Ocidente pela Cruz vermelha que assinala a direcção da sabedoria /conhecimento
-Assim na 1ª metade do circulo/oratório, virado para quem entra (a oriente) está simbolizada (em seus capiteis) toda a iniciação - clássica - pelos 4 elementos: a passagem, transformação da matéria, até ao estado puro, sublime.
Partindo do 1º estádio de forma fixa e sólida ou elemento - Terra - o homem na Terra, passando depois à perda de forma ou desfazimento que é o elemento líquido - Água - para elevar-se de seguida pelo calor do Sol divino a um estádio já sem corpo - volátil ou Ar, subida ao céu, para finalmente atingir o estado radiante (glorioso), ser parte divina - sarça ardente - Fogo.
Vejamos pois como se processa esta prova passagem/ transformação para uma nova vida, através dos monstros iniciadores e guardiães do Templo.
Assim, o arco frontal à entrada (a oriente) lembra-nos de imediato que estamos no paço espiritual de Daniel (o sábio, aquele que tem a visão e interpreta os sonhos de Nabucodonosor), pois que no capitel à direita desse arco está representado um homem entre duas feras terrestres – leões com suas patas nele, para o devorar; à esquerda no mesmo arco, vê-se um monstro do nível líquido, o hipocampo ou cavalo-marinho, sobre uma cabeça humana em agonia. No 2º arco á direita do anterior, vêem-se dois grandes pássaros – elemento aéreo – rodeando a Arvore da Vida. E finalmente, no 2º arco á esquerda do primeiro frontal, detectam-se cabeças vogando em entrelaçados, ígneas espirais – elemento fogo – sarça ardente divina.87
A 2ª metade do circulo - a posterior - apresenta capitéis de tipo diferente, vegetalista, colunas-árvores do vergel paradisíaco, onde se alimenta o rebanho das criaturas de Deus ...rematando o círculo no arco oposto à entrada, com a marca do Templo, a Cruz da Ordem, vermelho sangue/ sacríficio.
Eis pois o resumo geral da obra purificadora, escrito na pedra, a passagem ritual completa do iniciado no conhecimento de Deus. ...seguindo a evolução desde os arquétipos materiais até á união total com o Sol divino
Estes são os simbolos primordiais...Tudo está aqui para enviar uma mensagem àqueles que a contemplem...aqui a mente se eleva através do material à Verdade espiritual...
No octogono central da Charola ... podeis contemplar as figuras símbolos dos capiteis,
, interrogando-vos sobre o seu significado e percorrer as etapas de uma transformação espiritual , descobrindo os laços existentes entre os vários simbolos , só aparentemente ao acaso dispersos…
Se bem reparardes , constata-se ali uma disposição iniciática das figuras dos capiteis, mostrando assim que todo o conjunto em rotunda, fora planeado desde o início do oratório. Pois, o monge que desejava penetrar no lugar da sapiência divina e participar dela, sabia que tinha de despojar-se de tudo, morrer misticamente para nascer de novo, como portador da luz, Homem-Cristo...
Começando a oriente do Octogono - representando o principio da Demanda como aspirante-que deve afrontar as primeiras provas…e terminando a Ocidente pela Cruz vermelha que assinala a direcção da sabedoria /conhecimento
-Assim na 1ª metade do circulo/oratório, virado para quem entra (a oriente) está simbolizada (em seus capiteis) toda a iniciação - clássica - pelos 4 elementos: a passagem, transformação da matéria, até ao estado puro, sublime.
Partindo do 1º estádio de forma fixa e sólida ou elemento - Terra - o homem na Terra, passando depois à perda de forma ou desfazimento que é o elemento líquido - Água - para elevar-se de seguida pelo calor do Sol divino a um estádio já sem corpo - volátil ou Ar, subida ao céu, para finalmente atingir o estado radiante (glorioso), ser parte divina - sarça ardente - Fogo.
Vejamos pois como se processa esta prova passagem/ transformação para uma nova vida, através dos monstros iniciadores e guardiães do Templo.
Assim, o arco frontal à entrada (a oriente) lembra-nos de imediato que estamos no paço espiritual de Daniel (o sábio, aquele que tem a visão e interpreta os sonhos de Nabucodonosor), pois que no capitel à direita desse arco está representado um homem entre duas feras terrestres – leões com suas patas nele, para o devorar; à esquerda no mesmo arco, vê-se um monstro do nível líquido, o hipocampo ou cavalo-marinho, sobre uma cabeça humana em agonia. No 2º arco á direita do anterior, vêem-se dois grandes pássaros – elemento aéreo – rodeando a Arvore da Vida. E finalmente, no 2º arco á esquerda do primeiro frontal, detectam-se cabeças vogando em entrelaçados, ígneas espirais – elemento fogo – sarça ardente divina.87
A 2ª metade do circulo - a posterior - apresenta capitéis de tipo diferente, vegetalista, colunas-árvores do vergel paradisíaco, onde se alimenta o rebanho das criaturas de Deus ...rematando o círculo no arco oposto à entrada, com a marca do Templo, a Cruz da Ordem, vermelho sangue/ sacríficio.
Eis pois o resumo geral da obra purificadora, escrito na pedra, a passagem ritual completa do iniciado no conhecimento de Deus. ...seguindo a evolução desde os arquétipos materiais até á união total com o Sol divino
Estes são os simbolos primordiais...Tudo está aqui para enviar uma mensagem àqueles que a contemplem...aqui a mente se eleva através do material à Verdade espiritual...
29.12.10
Morte na igreja em pleno Natal
Uma tarde invernal. Quase à hora de vésperas no Convento, ouvia-se uma peça de natal pelos alunos de música da Escola Gualdim Pais, dirigidos pela profª. Paula Mourato. E eis que chega o arcebispo Tomas Becket para ler uma epistola. Imediatamente aparece um soldado ameaçador que após breve diálogo em verso lhe dá com a espada na cabeça...assim morreu S.Tomás de Cantuaria que depois foi patrono dos sargentos e desta igreja templária.
Tudo isto se passou no decorrer da Evocação do patrono da Charola, apresentada a 29 Dezembro, por Joaquim Nunes da Associação cultural Templ’Anima e finalizada por Paulo Loução da editora Ésquilo que anunciou a próxima saída de um livro sobre a vida do Mestre Gualdim.
E a assistência – que ocupava todas as cadeiras disponíveis na Sala do Capítulo - manifestou várias vezes o seu agrado com aplausos calorosos.
Uma testemunha deixou-nos um relato do sucedido , aqui posto por nós o diálogo em verso :

Tudo isto se passou no decorrer da Evocação do patrono da Charola, apresentada a 29 Dezembro, por Joaquim Nunes da Associação cultural Templ’Anima e finalizada por Paulo Loução da editora Ésquilo que anunciou a próxima saída de um livro sobre a vida do Mestre Gualdim.
E a assistência – que ocupava todas as cadeiras disponíveis na Sala do Capítulo - manifestou várias vezes o seu agrado com aplausos calorosos.
Uma testemunha deixou-nos um relato do sucedido , aqui posto por nós o diálogo em verso :

10.10.10
Almoço Templário de Aniversário do Mestre e da Ordem
No âmbito das comemorações dos 850 anos , damos informação sobre Evento organizado pela Templ’Anima –Associação Cultural e apoiado pela Câmara ,conforme Agenda Outubro.
Almoço de Aniversário do passamento do Mestre para a glória -como se faria anualmente entre os freis templarios - na galeria de S.Maria dos Olivais - com limite ,de 84 pessoas = número de membros da Ordem medieva.
Dia 10 de Outubro (por ser o fim de semana mais próximo da efeméride)
12.40- Introdução pelo Dr. Jose Manuel Anes (Universidade Nova –Lisboa)
13-H- Almoço Templário de Aniversário do Mestre e da Ordem (com Entremezes : contador de estórias e música de época a cargo de 2 gaiteiros-um natural de Alviobeira , outro ex-Setima Legião )
Anualmente , comemoravam os monges o aniversário de seu óbito -com saída processional a seu lugar jacente - seguida de uma cerimónia chamada "salmo e pão" onde os vivos se associam aos mortos em refeição evocativa ou "prato do aniversário", onde na mesa em seu lugar vago, se coloca a sua ração com tudo o que à refeição se der, de acordo com a sua posição na Ordem, como se estivesse presente...Onde se serve o cordeiro e outras carnes, pão e vinho...
“.A vida de Gualdim Pais é um verdadeiro paradigma da Ordem Templária: nasce no ano em que nasce a Ordem (1118) e morre no dia em que a Ordem “morrerá” (13 Outubro),o que não deixa de ser uma coincidência significativa...”
Assim evocamos nesta data também o desaparecimento do último mestre português da Ordem – D.Vasco Fernandes - Sendo a Ordem injustamente perseguida e suspenas como se sabe, é chegada a hora de devolver a honra também a este seu Mestre!...Honra aos Templários!
Almoço de Aniversário do passamento do Mestre para a glória -como se faria anualmente entre os freis templarios - na galeria de S.Maria dos Olivais - com limite ,de 84 pessoas = número de membros da Ordem medieva.
Dia 10 de Outubro (por ser o fim de semana mais próximo da efeméride)
12.40- Introdução pelo Dr. Jose Manuel Anes (Universidade Nova –Lisboa)
13-H- Almoço Templário de Aniversário do Mestre e da Ordem (com Entremezes : contador de estórias e música de época a cargo de 2 gaiteiros-um natural de Alviobeira , outro ex-Setima Legião )
Anualmente , comemoravam os monges o aniversário de seu óbito -com saída processional a seu lugar jacente - seguida de uma cerimónia chamada "salmo e pão" onde os vivos se associam aos mortos em refeição evocativa ou "prato do aniversário", onde na mesa em seu lugar vago, se coloca a sua ração com tudo o que à refeição se der, de acordo com a sua posição na Ordem, como se estivesse presente...Onde se serve o cordeiro e outras carnes, pão e vinho...
“.A vida de Gualdim Pais é um verdadeiro paradigma da Ordem Templária: nasce no ano em que nasce a Ordem (1118) e morre no dia em que a Ordem “morrerá” (13 Outubro),o que não deixa de ser uma coincidência significativa...”
Assim evocamos nesta data também o desaparecimento do último mestre português da Ordem – D.Vasco Fernandes - Sendo a Ordem injustamente perseguida e suspenas como se sabe, é chegada a hora de devolver a honra também a este seu Mestre!...Honra aos Templários!
11.7.10
Reviver é também Reaver...
No decurso das comemorações dos 850 anos da fundação templária do burgo , a Associação Cultural Templ’Anima, propôe-se evocar no mês de julho um acontecimento exemplar ocorrido neste castelo há 820 anos.... REVIVER o Cerco do mouro Almansor em 1190 na Porta da Almedina é também...REAVER....a ligação castelo-cidade..através da Mata dos 7 montes! Primeiro arrabalde de cultivo ,depois cerca de recreio dos freires cavaleiros...
Programa –apoiado pela Câmara de Tomar :
10 H- Recepção junto ao posto de Turismo - Enquadramento histórico do Cerco (Dr. Ernesto Jana)
10.30 h- Subida pela Mata : com gaita de foles e tambor –sendo atracções/pontos de paragem :
a)- visita do último Carvalho Templario (com cerca de 700 anos)-
b)- Charolinha (a 50m )-onde surgirão as ninfas e se ouvirá o canto da sereia (além da visão de outros mistérios )...
c) A Cruz da Rosa com seus sinais apotropaicos laterais, inscrita pelos templários sobre a porta ,entre as torres imponentes da Almedina
d) A pedra dos cavalos ( a 15m)-assinalando o lugar das saídas bucólicas ...
11 .30 H-- .Entrada.no castelo pela Torre da Condessa.
- Evocação da vila de cima (pela Templ’Anima-) -
- Memórias do Cerco (por D.Gualdim)
-- Combate-demonstrativo entre 1 sitiante e 1 defensor
- Memórias da Porta (por D.Mendo )
- Combate final entre defensor e sitiante .
Domingo 11 julho 2010 Da Mata ao Castelo...
REVIVER É TAMBÉM REAVER!
. .. O roteiro do dia foi escolhido- baseado na leitura da – “ Lusitânia Transformada” obra quinhentista em prosa e verso que nos fala da Mata enquanto espaço simbolico escrita por Fernão Alvares do Oriente (sobrevivente do infortunio de Alcacer Quibir)... Apresentada como um vero retiro de pastores foi ao som de seus instrumentos que partimos em romagem de desagravo áquele ´”santuario de Diana” pelos desacatos sofridos (a degradação do pequeno bosque). Eram mais de uma centena-entre conterrâneos( seria interessante saber quantos não viam há muito a sua Mata )...e os de fora-muitos dogrupo dos” Guardiães de S.Maria” - que tinham ficado de véspera depois de acabado o seu roteiro próprio de visita ....E seguimos as pegadas dos freis Cavaleiros (cujos nomes aquele livro estão em anagrama) .”.praticando” em furtivos encontros ludico-contemplativos aqui ocorridos após a reforma de frei António de Lisboa, o nosso Filipe o belo , enquanto perseguidor do egrégore ou espirito da Ordem, encercando aqueles freis em Convento. E destruindo a sua memoria na cidade (S.Maria dos Olivais) : arrazamento de túmulos dos mestres e desaparecimento da Bezerra-ou diario da Ordem. Isto na época de quinhentos , em que a memoria da Ordem antiga ainda estava viva, graças ás reintegrações dionisinas dos seus membros
E assim chegámos ao Carvalho Templário . que considerámos a arvore triste , de que nos fala aquele livro , antes gloria deste ornamento “montahesco” e agora de ramos despojada ...triste também por ter visto partir os últimos templarios perseguidos . E fazendo citação de fragmentos de versos (no livro,escritos no tronco de arvores) começou-se pelo lamento de Olivier o trovador templario com extractos do célebre poema intitulado Ira e Dolor e acabou-se justamente pelo lamento de Lusmeno o pastor da “Lusitania” sobre “a morte das lembranças” duzentos anos depois... –... Colocando esta Arvore no centro das atenções- afinal ela pertence por direito próprio ao tesouro da Ordem ...é uma sua relíquia - reforçamos também o cuidado a ter com ela bastante maltratada…após os últimos temporais invernais por falta de suporte conveniente Demos-lhe afinal um valor acrescentado imaginal tal como a floresta arturiana da Brocelândia na Normandia ou a floresta do Oriente no berço europeu da Ordem do Templo ,na região de Troyes ... Isso leva lá mais pessoas...e isso é importante !
- Continuando o roteiro encenado sugerido pela Lusitania Transformada (nesta caminhada tudo tem um significado e um motivo preciso ) surgiram “as ninfas tocando e ouviu-se o canto da sereia” .na Charolinha..logo ali a dois passos, sendo justo assinalar aqui a colaboração voluntária de alguns elementos da classe de música (já em ferias escolares) do prof. Mourato , já aclamada no 1 de Março em S.Maria.
- Depois muitos foram observar o outro mundo pelas frestas do Templo(Charolinha) ...a gruta e o graal...ali visível...e seguindo a direcção da arvore ...passaram a álea do olival mistico..(da época templaria) e subindo chegaram aos novos acessos á Porta da Almedina... restablecendo a ligação duradoura entre cidade e castelo pela mata...
- A clareira aberta no silvado adjacente tem apenas e nesta fase a função de permitir a visão frontal externa e desde as bases das torres imponentes laterais –qual visão cinematográfica das 2 torres da Terra Media...assim como foi limpo a fachada externa da Porta (esta pelos serviços do Convento) com a intenção única de permitir visionar a famosa Cruz da Rosa com seus sinais apotropaicos/protectores laterais, inscrita pelos templários sobre a porta. Também foi aberto um outro caminho paralelo mas superior –rente á base das muralhas- específicamente para permitir visionar o até há pouco desconhecido dintel dos cavalos afrontados apocalipticos –o cavalo albus e o cavalo nigrus ou nocturno representado lapidarmente com uma lua ...
Restablecendo esta ligação duradoura entre cidade e castelo , todos os items atrás falados desde o principio deste Caminho ou peregrinatio são um esboço/proposta de roteiro.futuro de subida pela mata até ao castelo . Porque importa dinamizar estes espaços , para que sejam efectivamente vividos !
E finalmente adentrámos o castelo, cuja imagem especular é a da constelação de Bootes,o Pastor celeste...em coincidência significativa com os pastores terrestres da Lusitania Transformada... E ali merece atenção o exercicio de recordação da vida do bairro ou vila de cima, dos nossos vizinhos e familiares antigos...não apenas do ambiente epocal, recorrendo a Marcel Proust e à monja Hildegarda von Bingen , mas também ...viajando em espirito até esses dias ,avistando a calçada à mourisca náo esquecendo os Calvo aqui com erdamentos para lá das Algarvias e que tambem trabalharam enquanto pedreiros mouros em castelos da Ordem de Avis, coevamente... E o casario de um lado e de outro da rua principal , com suas medidas calculadas através da contagem dos furos de barrotes nas muralhas e da observação da famosa pintura do Anjo sobre as muralhas...umas 20 casas ,logo 80 moradores, serventes do Templo, cujo avistamento tentámos interiorizar /recordar, no fundo da nossa consciência ancestral e colectiva... ajudados pelas boas vibrações entretanto captados ,nesta mágica caminhada e por exercicios de abertura de espirito…( que fazemos em nossas iniciações participadas)...
E finalmente ouvimos e vimos sobre os combates do dia. Não em versão quantitativa do vero assalto de época ao castelo, sim numa dimensão qualitativa ,mercê de alguns contadores de estórias e outros justadores a pé, à lança e à espada... Não a nós ,mas a Eles a Glória !
Programa –apoiado pela Câmara de Tomar :
10 H- Recepção junto ao posto de Turismo - Enquadramento histórico do Cerco (Dr. Ernesto Jana)
10.30 h- Subida pela Mata : com gaita de foles e tambor –sendo atracções/pontos de paragem :
a)- visita do último Carvalho Templario (com cerca de 700 anos)-
b)- Charolinha (a 50m )-onde surgirão as ninfas e se ouvirá o canto da sereia (além da visão de outros mistérios )...
c) A Cruz da Rosa com seus sinais apotropaicos laterais, inscrita pelos templários sobre a porta ,entre as torres imponentes da Almedina
d) A pedra dos cavalos ( a 15m)-assinalando o lugar das saídas bucólicas ...
11 .30 H-- .Entrada.no castelo pela Torre da Condessa.
- Evocação da vila de cima (pela Templ’Anima-) -
- Memórias do Cerco (por D.Gualdim)
-- Combate-demonstrativo entre 1 sitiante e 1 defensor
- Memórias da Porta (por D.Mendo )
- Combate final entre defensor e sitiante .
Domingo 11 julho 2010 Da Mata ao Castelo...
REVIVER É TAMBÉM REAVER!
. .. O roteiro do dia foi escolhido- baseado na leitura da – “ Lusitânia Transformada” obra quinhentista em prosa e verso que nos fala da Mata enquanto espaço simbolico escrita por Fernão Alvares do Oriente (sobrevivente do infortunio de Alcacer Quibir)... Apresentada como um vero retiro de pastores foi ao som de seus instrumentos que partimos em romagem de desagravo áquele ´”santuario de Diana” pelos desacatos sofridos (a degradação do pequeno bosque). Eram mais de uma centena-entre conterrâneos( seria interessante saber quantos não viam há muito a sua Mata )...e os de fora-muitos dogrupo dos” Guardiães de S.Maria” - que tinham ficado de véspera depois de acabado o seu roteiro próprio de visita ....E seguimos as pegadas dos freis Cavaleiros (cujos nomes aquele livro estão em anagrama) .”.praticando” em furtivos encontros ludico-contemplativos aqui ocorridos após a reforma de frei António de Lisboa, o nosso Filipe o belo , enquanto perseguidor do egrégore ou espirito da Ordem, encercando aqueles freis em Convento. E destruindo a sua memoria na cidade (S.Maria dos Olivais) : arrazamento de túmulos dos mestres e desaparecimento da Bezerra-ou diario da Ordem. Isto na época de quinhentos , em que a memoria da Ordem antiga ainda estava viva, graças ás reintegrações dionisinas dos seus membros
E assim chegámos ao Carvalho Templário . que considerámos a arvore triste , de que nos fala aquele livro , antes gloria deste ornamento “montahesco” e agora de ramos despojada ...triste também por ter visto partir os últimos templarios perseguidos . E fazendo citação de fragmentos de versos (no livro,escritos no tronco de arvores) começou-se pelo lamento de Olivier o trovador templario com extractos do célebre poema intitulado Ira e Dolor e acabou-se justamente pelo lamento de Lusmeno o pastor da “Lusitania” sobre “a morte das lembranças” duzentos anos depois... –... Colocando esta Arvore no centro das atenções- afinal ela pertence por direito próprio ao tesouro da Ordem ...é uma sua relíquia - reforçamos também o cuidado a ter com ela bastante maltratada…após os últimos temporais invernais por falta de suporte conveniente Demos-lhe afinal um valor acrescentado imaginal tal como a floresta arturiana da Brocelândia na Normandia ou a floresta do Oriente no berço europeu da Ordem do Templo ,na região de Troyes ... Isso leva lá mais pessoas...e isso é importante !
- Continuando o roteiro encenado sugerido pela Lusitania Transformada (nesta caminhada tudo tem um significado e um motivo preciso ) surgiram “as ninfas tocando e ouviu-se o canto da sereia” .na Charolinha..logo ali a dois passos, sendo justo assinalar aqui a colaboração voluntária de alguns elementos da classe de música (já em ferias escolares) do prof. Mourato , já aclamada no 1 de Março em S.Maria.
- Depois muitos foram observar o outro mundo pelas frestas do Templo(Charolinha) ...a gruta e o graal...ali visível...e seguindo a direcção da arvore ...passaram a álea do olival mistico..(da época templaria) e subindo chegaram aos novos acessos á Porta da Almedina... restablecendo a ligação duradoura entre cidade e castelo pela mata...
- A clareira aberta no silvado adjacente tem apenas e nesta fase a função de permitir a visão frontal externa e desde as bases das torres imponentes laterais –qual visão cinematográfica das 2 torres da Terra Media...assim como foi limpo a fachada externa da Porta (esta pelos serviços do Convento) com a intenção única de permitir visionar a famosa Cruz da Rosa com seus sinais apotropaicos/protectores laterais, inscrita pelos templários sobre a porta. Também foi aberto um outro caminho paralelo mas superior –rente á base das muralhas- específicamente para permitir visionar o até há pouco desconhecido dintel dos cavalos afrontados apocalipticos –o cavalo albus e o cavalo nigrus ou nocturno representado lapidarmente com uma lua ...
Restablecendo esta ligação duradoura entre cidade e castelo , todos os items atrás falados desde o principio deste Caminho ou peregrinatio são um esboço/proposta de roteiro.futuro de subida pela mata até ao castelo . Porque importa dinamizar estes espaços , para que sejam efectivamente vividos !
E finalmente adentrámos o castelo, cuja imagem especular é a da constelação de Bootes,o Pastor celeste...em coincidência significativa com os pastores terrestres da Lusitania Transformada... E ali merece atenção o exercicio de recordação da vida do bairro ou vila de cima, dos nossos vizinhos e familiares antigos...não apenas do ambiente epocal, recorrendo a Marcel Proust e à monja Hildegarda von Bingen , mas também ...viajando em espirito até esses dias ,avistando a calçada à mourisca náo esquecendo os Calvo aqui com erdamentos para lá das Algarvias e que tambem trabalharam enquanto pedreiros mouros em castelos da Ordem de Avis, coevamente... E o casario de um lado e de outro da rua principal , com suas medidas calculadas através da contagem dos furos de barrotes nas muralhas e da observação da famosa pintura do Anjo sobre as muralhas...umas 20 casas ,logo 80 moradores, serventes do Templo, cujo avistamento tentámos interiorizar /recordar, no fundo da nossa consciência ancestral e colectiva... ajudados pelas boas vibrações entretanto captados ,nesta mágica caminhada e por exercicios de abertura de espirito…( que fazemos em nossas iniciações participadas)...
E finalmente ouvimos e vimos sobre os combates do dia. Não em versão quantitativa do vero assalto de época ao castelo, sim numa dimensão qualitativa ,mercê de alguns contadores de estórias e outros justadores a pé, à lança e à espada... Não a nós ,mas a Eles a Glória !
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