22.4.12

O Segredo de Madalena




                 
Que fazem  Maria Madalena e Gualdim o Mestre templário , no mesmo espaço?

Venha ver para crer…a realidade para além das estórias de Dan Brown, que não conhece os verdadeiros sinais …essa parte do tesouro tal como outras está realmente em Tomar e não  em França…
Ha indicações para aqueles que tem olhos para ver…

 O  codigo de Dan Brown confabula a partir de uma construção eclesial de fins do  sec XIX  (Rennes-le –Chateau/França)   erguida há pouco mais de cem anos pelo padre Sauniére em menagem a S.Maria Madalena ; nas vizinhanças de uma  antiga e modesta comenda  templaria (Aleth les Bains).  Tal deu fama a esse lugar e a muitos outros onde corre a sua estória, incluindo locais ingleses que rápidamente duplicaram o numero de visitantes…que vem em busca dum halo de misterio  …
Porém ,nós  aqui em Tomar,  temos para oferecer outra realidade e bem mais antiga sobre o assunto, mas desconhecida da maioria dos nacionais e dos estrangeiros…
Comecemos pelo principio . Quem era  esta S.Maria Madalena , que a igreja Oriental hoje comemora (  2º   Domingo apos Páscoa)…

               
Natural de Magdala, cidade da  costa ocidental do Mar da Galileia,  Maria Madalena era  uma das discípulas mais  amadas do “rabi” Jesus , segundo as memórias disponiveis da época , acompanhando-o para todo o lado desde que O conheceu. Madalena é a que lhe lava os pés  cansados do Caminho, com um frasco de bálsamo, a que assiste  à  Crucificação, e a 1ª testemunha da Ressureição.   
Depois segundo uma tradição veio de barco para sul de França com familiares , onde acabou seus dias,ajudando a evangelizar a região.

São trazidas da Provença  as ossadas de Madalena para  Vezelay-Borgonha-  onde se ergue igreja com  fabuloso portal ,expoente artistico da época em 1118, o mesmo
ano do inicio da Ordem templaria a Oriente e também  ano do nascimento do nosso Gualdim Pais nos arredores de Braga.

 S.Bernardo- que pregará a 2ª Cruzada deste portal, chama entretranto a cavalaria templaria “ à obediencia de Betania “ o castelo de Maria(Madalena) e Marta(sua irmã) .Ou seja : os freis cavaleiros devem fazer seu serviço cortez a esta "noiva espiritual  " Maria de Betania ...tal como as freiras se entregam a Cristo (ficando suas mães como “sogras de Deus” na curiosa expressao de São  Jerónimo)…
No seculo seguinte a  Legenda Dourada  de  Jacob de Voragine, cronista e arcebispo de Genova  chamará significativamente a  Madalena –iluminata e iluminatrix- (iluminadora) - a que confere a Luz-  portanto iniciada e iniciadora…

E o seu culto expande-se por varias regiões de França. Em 1295 o centro do culto polariza-se em St. Maximin (Dep. de Var) onde foram reconhecidas  ossadas superiores  às  de Vezelay  - ainda hoje há  anualmente uma  procissão da cabeça de Maria Madalena- o crâneo em exibição na basilica local- recoberta com máscara dourada quando sai á rua em Julho…(neste ponto convêm lembrar a célebre acusação do culto às cabeças- atribuido aos templários)… 

 Naqueles tempos a cavalaria tratava a Mulher por igual …o tempo dos romances  de Amadis e Oreana ,  na tradição arturiana de que ainda resta no nosso Quinhentos : a saga de Palmeirim  em Almorol e as medalhas metalicas dos arreios dos cavalos dos freis ,onde se figura a iniciação por uma mulher ( que na linha do que relatamos  da Legenda , bem pode ser Maria Madalena, a iniciadora)… e uma palavra Amor…(iniciático/espiritual).

                      
Depois  sobreveio a morte dos ideais cavaleirescos , com o Renascimento enquanto contrario à ordem antiga  definindo-se pela negação das” trevas” (mas onde contudo havia luz ) onde a mulher perde estatuto -antes poderosa-vindo da antiga tradição céltica  presente na Galia de Chartres  sendo S.Bernardo um dos ultimos avatares dessa época .
Aqui em Tomar , o nosso Filipe o Belo tenebroso  chega  2  séculos depois de França- o frei Antonio Moniz (nome ainda com sucessores) arrasa a tumularia dos mestres cavaleiros templarios …ao mesmo tempo que encerra a cavalaria nova no Convento- de onde contudo alguns ainda resistem –disfarçados de pastores , encontrando-se na Mata dos 7 Montes  (sg conta a Lusitania Transformada) esse pedaço da floresta do Sangral…que cerca o castelo de Tomar…
Aqui talvez como memoria escondida desse periodo aureo o ultimo ” templario” perseguido…talvez o que assinou DP nos frescos dos primeiros claustro conventuais  conseguiu deixar  nesse mesmo sec XVI  ,no Panteão dos Mestres,  a sua  mensagem  secreta nas mãos  de S. Madalena de mãos  postas, significativamente  colocada na capela templaria …Se repararem olhando de baixo mas com sentido elevado verão o sinal: as suas mãos desenham uma fechadura-sinal da chave do misterio…ali colocado disfarçadamente e só visível  de certo angulo -o da Verdade  templaria irénico- ecumenica entre filosofias e géneros (onde tb havia freiras neste seu castelo principal,um dos 3 a Ocidente e hoje único completo)… Afinal Madalena está assim  unida  à  filosofia templaria desde o ano de seu nascimento…e a S.Bernardo como seu mentor… resíduos de uma velha  iniciação matriarcal…a que se seguiu  o banimento oficial das mulheres  co-celebrantes rituais  até hoje..  Alguns até incomodados com a sua presença nessa capela  fazem crer  que ela é  santa Barbara –porque está a olhar para o ar, esquecendo o pote de perfume a seus pés…que a identifica sem margem para dúvidas…






Ah , este lugar é para ver no seu conteúdo total,incluindo a nova listagem lapidar recentemente ali colocada  de todos os mestres do Templo ali sepultos…Porque aqui permanecem secretas vibrações que valem uma visita de muitos… sejam nacionais ou estrangeiros…Passem a Palavra !
  

7.4.12

Diacronia Processional



 A princípio era o Bem e o Mal. Na natureza sucediam-se os dias fastos e os nefastos em número semelhante...


Face às variações astrais , acidentes climáticos, morte e visão duma terra que floresce e gera frutos, os homens - esses Adões desterrados na floresta Primordial - invocam a magia da natura que os rodeia . A dança, o corpo, o tan-tan, o grito, são o primeiro diálogo com o sobrenatural, exercício expiatório ou prece de uma benesse...

E a festa repete-se circunstancial por todas as latitudes, sedimentando-se temporalmente os cultos sob as mais desvairadas formas rituais.

                         
No antigo Egipto, Isis, a deusa dos mil nomes, a que concedia a cevada e o trigo, era cultuada através de uma procissão de crentes: na frente ia o chantre com o simbolo da música, um livro de hinos teológicos e outro de regras de conduta; seguia-o o horóscopo com o símbolo da astrologia - um ramo de palmeiro- e os quatro livros herméticos sobre os astros; após o que vinha o Escriba sagrado, com plumas na cabeça, na mão a régua ,o tinteiro e a cana para a escrita hieroglífica; depois o Estolista com a vara da justiça e a taça das libações;finalmente o profeta com sua túnica, em cujas dobras leva a Urna sagrada exposta. Acompanhando os ministros da classe superior, seguem-se outras classes de fieis, como os pastophoros ou curandeiros e os que levam os pães.

A propósito dos pães em procissão - é bom lembrar - que a região de Selium (hoje Tomar) se integrava no tempo dos romanos em plena rota isíaca para Emerita, onde descansavam as legiões; há referências, pelo menos em dois lugares, nessa via a aras votivas dedicadas pelas sacerdotizas romanas de Isis : em Tucei e Cabrei (vide Hubner, CIL II ) .

Entretanto na antiga Síria tinham lugar os chamados Prantos de Thamuzi ou choro ritual pela morte do deus da vegetação a quando das ceifas...

Nos primeiros séculos da nossa era encontramo-los na Andaluzia (mais tarde travestidos na Semana Santa sevilhana!) trazidos pelos mercadores e mareantes fenícios - os cananeus biblicos - cujos cultos se mamtêm inalteráveis durante milénios...

Da mesma área, também os adeptos de Atis-Cibele importam para o império romano o costume de imponentes procissões aquando dos equinócios de Março, onde se transporta um pinheiro-simbolo da divindade-envolvido em fitas de cor roxa; no seu séquito, as mulheres choram : "héu, héu, Salvator noster"...tal como mais tarde nos rituais da Paixão, se lamentarão os monges bernardos...

Já na era cristã,a 25 de Abril em Roma,pratica-se a "ambarvalia": procissão através dos campos para pedir boas colheitas;o cortejo em fila , devido à estreiteza dos caminhos,seguindo desde o Corso até ao bosque sagrado dos arredores,onde se sacrificam as vísceras de um animal.

No seculo IV o papa Libério pensou adaptar esta procissão aos tempos cristãos,mas mantendo o itinerário...Mas é só no século IX,com Leão III , que se establece com vinculo certo na semana de Pentecostes, a chamada penitencial ou rogativa,onde o rei descalço e o povo participam, percorrendo os campos durante 3 dias, com a cabeça coberta de cinzas.

Na Ligúria, leva-se na procissão o Draco: estandarte que tinha pintado um dragão,simbolo do diabo.Durante os três dias, o Draco tomava várias posições segundo uma simbologia determinada. Assim no primeiro dia, ia á frente da procissão, de cauda erecta - estandarte vertical - representando Lucifer, o principio do Mal, arrogante...

No segundo dia,quando as orações começam a fazer efeito, o Draco passava para o meio da procissão e "baixa a bola" ou seja a cauda(!)-estandarte inclinado. Finalmente no 3ºdia o Draco passava para o fim da procissão e ia de cauda plana, rastejante - estandarte deitado - significando que já fora vencido...

Na passagem do milénio a febre processional intensifica-se perante o terror do desconhecido. A própria missa é uma sucessão de procissões: ao introito a dos clerigos pelo deambulatório,ao Ofertório a dos crentes,a comunhão até ao altar, acompanhadas do cãntico dos salmos bíblicos.

A sociedade medieval torna-se uma civilização visual: nas cerimónias solenes desfilam o cruciferário,o evangeliário, os candelários,o turibulário,etc...

Toda a procissão é como uma viagem primordial até ao Deus Criador de todas as cousas visíveis e invisíveis.Surgem relatos de viagens fantásticas nesse sentido, como o da navegação irlandesa do abade S.Brandão e seus monges,em demanda da ilha mística,errando durante sete tormentosos anos,pelas águas da iniciação e da purgação ou a provação regeneradora até atingir a Terra da Promessa.

Também a lenda da viagem de Túndulo,em visão ou sonho,percorrendo os infernais subterrâneos onde se torturam os condenados às trevas,ao fogo e ao gelo; depois a ansiedade do Purgatório e por fim as delicias do banquete celeste...

Imitando a viagem biblica do Rei David, a quando do transporte da Arca da Aliança, as peregrinações tornam-se a mais perfeita forma de ascese dos tempos da cavalaria. Viagens de penitência,purificação e gozo,até junto dos tumulos e reliquias dos Lugares Santos: Compostela, Roma e Jerusalém.Aqui se demanda a Vera Cruz e a Arca.

Para os vilões ou peonagem que não podiam ir tão longe, resta-lhes por exemplo a chamada Légua de Jerusalém, na catedral de Chartres (sec.XIII), labirinto de 12 m de diametro e 200 m de comprimento, que os fieis percorrem até atingir o centro, significante da Jerusalém Celeste...

Ou os monges que não saiem de seu mosteiro,viajando processionalmente pela quadratura de seus claustros,e retornando ciclicamente ao mesmo lugar,orando e meditando,na demanda da Revelação dos mistérios de Deus.Assim por exemplo, em dia de aniversário de defuntos, no convento de Thomar: depois da missa,se ordena a procissão desde a Charola à Claustra do Cemitério,indo diante da cruz o acólito com a água benta para aspergir as sepulturas,o celebrante com capa preta e o diácono a sua esquerda com o hissope.Percorrendo várias estações ou paragens- onde haverá preces e cânticos de responso- voltarão à igreja, aonde porão a cruz à cabeça do túmulo simbólico, ali feito com um pano de cruz de tela no chão ,cercado de círios; lançando-lhe o capelão por fim a benção.
                  
...Entretanto já o Pontifical dos Santos substituira o velho calendário lunar/agrícola: em Portugal,caso único na Europa,os próprios dias da semana dedicados às divindades astrais(dia de lunes,martes,etc),se convertera numa série ordenada de dias de féria liturgica romana(2ªfeira,3ª feira,etc)...

O próprio municipio de Lisboa establece em 1365 que dai em diante e"em este termo non se cantem Janeiras nem Maias nem a outro mês do ano"...As maias,eram ritos naturalistas,com flores no inicio do mês de Maio,suspendendo-se grinaldas nas ombreiras das portas-saudando a Primavera florida- como se praticava no tempo de frei Luis de Sousa na ermida da Senhora da Escada ao Rossio em Lisboa, justificando-se nessa altura tal ,como sendo comemoração de quando N.Senhora fugia para o Egipto e fora denunciada por uma flor aos seus perseguidores , vindo então um arcanjo a pôr flores em cada porta,confundindo o inimigo...

Mas todavia, as práticas ligadas às anteriores crenças mantêm-se na memória do povo : acredita-se nos encantamentos e agoiros, rogam-se pragas...os santos óleos e a hóstia usam-se para praticar sortilégios ( como no caso do milagre de Santarém, do sec XIII).

Acontece uma fusão de crenças e prácticas,uma assimilação e ritualização, de que a própria Igreja aproveita a forma tentando injectar novos conteúdos.

                   
Cem Soldos(concelho de Tomar) : A festa das Cruzes e seus simbolismos .

Na manhã de domingo de Pascoa, começam a chegar os jovens ao largo da igreja,com suas canas enfeitadas com cruzes de flores de giesta,artisticamente fabricadas.

Entram na igreja individualmente e no altar fazem canticos. O padre não intervem.

Depois saiem processionalmente: à frente uma fila de jovens com campainhas agitadas com frenesi e o cruciferário.Atrás multidão de cruzes floridas.Marcham em passo de corrida pelas ruas da povoação.Passada uma hora regressam ao largo e dirigindo-se aos degraus da igreja ali partem as cruzes contra a pedra,Morreu o cristo-Homem,viva o cristo-Deus.Ressureição.

Esta festa das cruzes tem tradições na região de Leiria,onde é costume espetar as cruzes ornamentadas de flores nos campos de cultivo contra os maleficios no agro.Também em Barcelos, no Minho,sincretica com o maio florido,se festeja a cruz.A 3 de Maio se faz a procissão da invençãõ(achamento) da S.tª Cruz e há desfile de romeiros com suas rusgas e tocatas. No chão constrioem-se tapetes de pétalas de flores naturais: ofertas do povo.Durante 3 dias cinco homens confecionam a escada da Paixão e o Coração de N.Sª das Dores.

Mas para além das cruzes enfeitadas comuns , há dois aspectos em Cem Soldos que interessa salientar,os quais estão ligados à temática dos enterros reais e liturgicos dos seculos XV e XVI .Assim uma vez mais em retorno,vejamos o caso dos tocadores de campana e a questão da quebra das cruzes.Primeiramente o relato do funeral do rei Carlos VI de França em Notre Dame(1422) segundo G.Duby :" Foi levado o corpo,como se leva o corpo de N.Senhor,na festa do Santo Salvador;por cima do despojo real um dossel de ouro levado por quatro ou seis parentes,30 servidores levam o corpo aos ombros,repousando no leito com o rosto descoberto; à frente as Ordens e os cânticos;havia duas filas à frente de pobres servidores,vestindo de preto,chorando mui alrto e levando tochas e 18 pregoeiros do corpoi; também 24 cruzes de religião,que precediam os tocadores de campainhas".

Aqui temos partindo da identificação que é feita entre o rei e o divino(comum á epoca)o espelho das procissões da Paixão: os confrades levando a imagem aos ombros,a presença dos prantos ou carpideiras,e no que diz respeito a Cem Soldos,a ultima linha é sucinta:os pregoeiros (aqui os que gritam:O Senhor ressuscitou-Aleluia!),as vinte e tal cruzes (aqui as dezenas de cruzes enfeitadas) e os tocadores de campainha(aqui também presentes).

Vejamos agora a questão das cruzes à luz do regimento português de 1502 acerca do levantamento dos reis.
                 
Quando o velho rei morria,um arauto gritava:Morreu o rei,viva o Rei!:Desciam-se as bandeiras e os sinos tangiam"como carpideiras de bronze aiando desesperos",,,adiante menestréis tocando trombetas.Vão da porta da Sé á porta da Alfandega,seguem ao Rossio e depois ao castelo de S.Jorge.No dia seguinte: Os procuradores dos mesteres e todos os outros atrás referidos, saiem do minicipio levando à frente um dos procuradores da cidade arrastando uma bandeira negra,Atrás o cortejo em duas filas vestindo luto e ao centro os juizes,segurando cada um,o seu escudo negro.Marcham até à Sé,anunciando a morte do rei.

Á porta da Sé, ouvia-se um estalido seco da madeira pintada de negro: assim se quebravam os escudos do rei! Regressando à liturgia e constatando que a cruz é o estandarte,simbolo,marca e escudo de Cristo,é evidente a analogia e o simbolismo da quebra das cruzes em Cem Soldos...Aqui se quebra o escudo do Cristo morto,e libertam-se as flores do Cristo Vivo,ou dito de outra forma: da morte nasce a vida, tal como afirma para os iniciados, a rosa nascendo da cruz , á entrada da Almedina, no castelo Templário de Tomar.

Ora Cem Soldos fica a 7 km de Tomar e era uma comenda templária. E torna-se assim bastante elucidativo quanto a uma explicação sobre a acusação filipina feita aos templários sobre os impropérios á cruz...afinal está aqui uma memoria/residuo arqueoritual visível de que tal não passava de um momento ritual na admissão/iniciação do monge templario, que se passava geralmente por alturas da Páscoa. Dúvidas?.. Vão ver com vossos próprios olhos ! É mais um momento/local a não perder na região de Tomar...

30.3.12

Aos interessados em entrar no espírito templário do Lugar




Ultrapassa o Umbral...e Conhecerás o Mistério !

                              

Acerca da representação   Didaké- Iniciação do templário

Naquele tempo dionisino, existia um Portugal verdadeiro e fundamental, caracterizado pela cooperação e pela fraternidade…hoje uma alma em dormência , nas palavras de Agostinho da Silva.
Efectivamente, a atrofia de memoria cultural, e o endeusamento do efémero, é um traço dominante a partir da 2ª metade do seculo XX . A grande maioria de nós já não é capaz de identificar as passagens centrais da Biblia ou dos clássicos, que foram o alfabeto de nossas leis e instituições...(G. Steiner)
A espessura da memória só será preservada, se dermos importância acrescida ao tempo histórico e á reflexão sobre o mistério das coisas e da vida.... ligando o conhecimento á compreensão deste nosso mundo : este , o vero culto da Sabedoria ...afinal a Idade Media foi o início da Europa de hoje ! (H. Godinho-Un .Nova) .
Urge preservar as raízes de nossa identidade e para tal , a melhor defesa (da tradição , do tempo mítico e do espaço sagrado) é torná-las vivas, fazer a recriação, actualização ,desses valores perenes e do património… (J.M Anes)
Com a perda do sentido da memoria da humanidade, o vazio entrou em nossas vidas e a calma e a luz são-nos quase alheias. Tabucchi, considera como constante premonitoria do ultimo seculo,o dessasossego(mal estar) diagnosticado por F.Pessoa ..desilusão de viver, falta de prosperidade e paz...a inquietação que nos assola.

O reencontro com essa idade de Ouro, é a nossa Demanda, aqui e agora, nesta cidade irénica ou da paz espiritual...através de uma acção cultural, entendida como aquele “misterioso elemento que despertando , permite abrir momentâneamente a nossa percepção...possibilitando o encontro com essa verdade , que nós sozinhos dificilmente poderiamos alcançar (Peter Brook) ...ou nas palavras de outro autor cénico : por uma animação teatral “enquanto forma de meditação , que alargará o aparelho sensivel do homem, à visão dos espaços secretos “ (Wilson, 92).
O texto propõe uma construção para a realidade da época templária, desenvolvendo-se como um vero “Jeu” entre o que permanece oculto (enigmas , lacunas documentais) e que é visível ,mostrado, revelado (Phainomenon.) numa aproximação coeva , tanto quanto possível á distância de uma geração ( de 30 anos) no que respeita a nomes, actos ou pensamentos...
… Texto mìstico de prosa e algum verso, espelhando uma época de transição, á imagem da literatura de chantefable como “Aucassin e Nicolette” composto no sec XIII… com partes para serem contadas e outras cantadas…

A acção ritual acontece circa 1286- no castelo templário de Tomar, onde o Mestre da Ordem, D.João Fernandes, inicia um sobrinho em Capitulo, segundo um testemunho, relatado nas inquirições de D.Dinis de 1317.
Evocação histórica, balanceada entre o rigor historico e a necessidade de agradar a um vasto publico, buscando divulgar e explicar , sem se tornar uma tese ou missa pesada para os convivas... mas sempre tendo em conta que o ritual tem um presença considerável na vida social da época : um mundo de gestos, mais do que palavras escritas, como diz o historiador J. LeGoff…onde as figuras serão reanimadas pelos ritos ... como na velha crença egípcia.
A organização do tempo ficcional acompanha a estruturação do espaço : 4 actos - cada um em sua mansão...Trata-se de uma encenação “ao medievo” tipo auto da Criação- que se desenrola no Terreiro do castelo ,como Iniciação através dos 4 elementos : Terra- Água–Ar–Fogo,á semelhança do que está figurado nos capiteis da Charola e conforme á doutrina Hermética:“a imagem do que está em cima:é o que está em baixo


Uma representação didáctica em defesa e louvor da Milícia Templaria ...

Efectivamente, baseados na tradição universal ,mas tambem na local e alicerçados na autenticidade da Regra primitiva descrita por R.Pernoud, tentamos esclarecer as 3 principais acusações feitas aos templarios no seu tempo: o beijo na boca, a vituperação da cruz e a adoração da cabeça "bafometica"... afinal : um ósculo cortez, a evocação da Paixão e o culto das reliquias na época... respectivamente!



Cenográficamente naturalista- já que é o proprio monumento real que nos envolve... com suas muralhas, portas, arcos, frestas, capiteis, abóbada, escadas,arvore ,tanque... em sua função original... mas que não só os mostra, também os anima- dando-lhe vida, alma- expôe emoções/vibrações de época...uma autêntica atmosfera do lugar, tanto no espiritual como no temporal , acercando-nos da vida do sec XIII.



Mostra a passagem para a luz do candidato, a sua evolução espiritual...através da via probatica e do sacrificio...”no estado de degenerescência, depois da queda, é pela pele (pelas provas,dor espiritual,sacrificio corporal) que se hão-de clarificar/iluminar os espiritos... diz Artaud.

Expôe o conflito da alma, arena de luta, na visão da monja Hildegarda de Bingen
( sec XII) , entre o bem e o mal - numa linguagem visual ,comum a hoje e ontem…

 



Acção dramática , onde há um percurso iniciatico ,uma progressão/subida ao Terreiro, como Purgatório/ purificação do cavaleiro, na via do espiritual : á imagem do caminho fragoso e difícil de Dante …mas no fim, alegre e deleitoso…como dirá o nosso Camões, ( Lusíadas,9.90) - ao atingir a platónica Planicie da Verdade ou paraíso terreal na Charola, pequeno planalto coroando o Monte sacro , onde reside a cavalaria mística e hiperbórea (a norte do castelo).







Aqui tudo obedece a um simbolismo : se as cores e vestes indicam uma posição social, os objectos ,esses, não são vulgares instrumentos, são meios de fazer pensar e sentir, estimulando a imaginação dos convivas, que meditam e percorrem o caminho da Demanda, ao encontro do Espirito da Luz .
Em suma: uma viagem colectiva /peregrinação de aperfeiçoamento e conhecimento : há algo mais , para além do visível , a procurar !.. Onde se recupera a comunhão do teatro medieval... onde todo são envolvidos e participam em união.
Porque aqui divertir é ver de outra forma, uma nova visão transformadora, elevando a sua consciência do mundo em que vivem e da vida ...favorecendo o Espirito da fraternidade , a que apelava J. Rousseau in carta a D’Alembert (1758) : “ convertam os espectadores em espectáculo, façam-nos actores, façam com que cada um se veja e goste de si proprio, para que desse modo se sintam mais unidos”… Em suma, um teatro edificante, proporcionando uma mudança de atitudes, do individualismo/egoísmo á solidariedade! ..tão necessária Hoje !

E atenção : .Não é teatro isabelino,. .. .é simplesmente animação teatral ao medieval , do tempo em que a récita saiu para a rua , ensinando aos leigos os mistérios, como os laudesi franciscanos.. .cuja expressão mais próxima ainda se pode ver em Braga no auto de S.João Baptista ,sobre o carro das ervas que percorre a cidade.
Deve ser visto não a 3D mas a 4D … integrando a dimensão tempo ou seja tentando ver /compreender o ser/estar medieval,..não através de julgamentos criticos hodiernos… Há aqui uma desmontagem teatral- um regresso no tempo...com o rigor dos gestos e palavras significantes de época, não mero exercicio estético …
Finalmente : Trata-se de um trabalho criado de raiz, específicamente para este lugar...não algo apenas com afinidades vindo de fora ou alheio à historia do próprio monumento...

Os cenários da representação podem variar segundo o tempo e as circunstâncias .

Reservas Obrigatórias para o e-mail : templ.anima@gmail.com ou tel 913612411 .
Datas a agendar , para grupos.


19.3.12

In Memoriam




Todavia… a  Morte do Corpo (Ordem)  não significa a Morte de todos os Membros!
                                                                                                                                                           Pouco depois da hora de Vésperas a 18 de março 1314   assistia-se a  um acontecimento infausto na Ile de la Cité em Paris (onde está agora a Ponte Neuf sobre o Sena):  ali eram queimados  vivos  dois  templários -  Jacques de Molay, o mestre da Ordem e Geoffry de Charney, o Preceptor da Normandia .  ultimo acto no que se refere á ordem do Templo, por parte de rei Rei Filipe IV de França, o Belo Diabólico).     
Também em Março (dia 22)  mas de 1312- é a data  em que o papa  Clemente V dita a bula  “Vox in excelso” ...na realidade a Voz do Capeto !...suspendendo a Ordem ,por medida disciplinar...sob pressão constante do rei  desde a abertura do concilio de Vienne  em Outubro de 1311.
A historia da Besta reinante em França  é aliás bastante elucidativa de sua natureza e propósitos.  Começou o reinado sofrendo  uma derrota  avassaladora da parte de Pedro III de Aragão numa filipina cruzada contra a Catalunha em 1285...sendo poupado (infelizmente!)  pelo rei aragonês, tendo seu pai morrido em consequência dessa  batalha.  De seguida   dedicou-se à extorsão a judeus e templários para seus delirios e guerras... Foi  mesmo sujeito a uma excomunhão papal de Bonifacio VIII devido ao episodio infâme de Agnani...   Mas a 29 novembro de 1314 - 8 meses depois das últimas e proféticas palavras de Molay , morria devido devido a  uma queda de cavalo.  
  Finalmente um raio da Providência fez justiça   (divina) , queimando o que restava de seu corpo  : o coração  guardado no mosteiro de Poissy no final do  Seiscentos ...mais precisamente em 1695 -  exatamente  no 5º  e 6 º centenarios  respectivamente do inicio do nosso ultimo mestre (Vasco Fernandes) e do óbito do nosso primeiro mestre português (Gualdim Pais) .. A Ordem estava    assim vingada ...até pela Natura (afinal obra do Criador) !  Quanto á justiça dos homens ainda demorou mais  3 séculos  ... 
 
 Frei Vasco Fernandes  que era comendador templário de Santarém  , foi por coincidência significativa ,  feito ( último) mestre do Templo em 1295, no mesmo ano de Jacques de Molay .... Acompanha  o rei  D.Dinis  nas contendas  de seu tempo....         Em 1297 recebe para a Ordem o padroado da igreja de S.Mamede de Mogadouro e S.Maria de Penas Roias por doação régia   .Em 1303 recebe   os dominios da vila e castelo de Nisa  ...A última  doação régia á Ordem é a de Ferreira do Zezere em 1306. De seu tempo é a infausta memória  de a Ordem ser perseguida e suspensa. Durou assim no governo da Ordem  até 1311  segundo as crónicas.... Entretanto o  concilio de Salamanca  já absolvera  os cavaleiros,  na peninsula ibérica... Mas face às resoluções do concilio de Vienne , D. Dinis acorda com os  reis de Leão,  Castela e Aragão seguir uma politica conjunta  para impedir  a saída, de suas coroas, dos bens templários e manter sob outros nomes a Ordem e a maioria de seus membros.
Funda-se  a Ordem de Cristo em 1319, por bula  papal  “Ad ea exquibus” , que alude a Castro Marim como nova fronteira contra os inimigos da fé e onde se integram muitos dos antigos freires ...e as antigas Comendas .
 Também  D. Vasco Fernandes ingressou como simples freire na Ordem de Cristo, sendo nomeado Comendador de Montalvão, no  concelho de Nisa  e aí   sobreviveu ainda 4  anos,  acompanhando os  últimos anos do reinado de D.Dinis .  Faleceu no ano de  1323 . Julga-se que o seu corpo se encontre sepultado sob a nave principal e junto ao altar-mor da Igreja matriz de Montalvão, perdido o  direito ao lugar (de sepultura)  na Igreja de Santa Maria dos Olivais, panteão dos mestres da Ordem...

 Este ano vai ocorrer de Junho a Outubro uma grande exposição templária na cidade de Troyes/França , para a qual o departamento regional do Aube reservou uma fatia significativa de seu orçamento anual. Um exemplo de politica cultural a seguir.  E uma oportunidade única  para iniciar o intercâmbio entre Tomar e Troyes, ambas terras templarias famosas, enviando uma delegação do municipio ao evento , também  a mostrar os nossos trunfos…um  1º passo talvez para a celebração conjunta  de cidades capitais de cultura (templária e não só) na Europa ( afinal já por aqui se falara há uns anos em 1212 nesse sentido… que ao menos este ano seja arranque de tal para o futuro!
E porque não as várias cidades europeias geminadas entre si , serem força de pressão  unidas na consecução desse e doutros eventos  em simultaneidade  de paises ?  Dêem alguma utilização  às irmandades  assinadas  no papel com pompa e circunstãncia…mas  vazias ou esquecidas hoje !    
Se a geminação de Tomar com a cidade francesa de Vincennes, há  uma boa dúzia de anos, privilegiou  algumas características  comuns- -além  de conter uma  comunidades de emigrantes ribatejanos – não se deve esquecer  que essa cidade foi também  significativamente por coincidência o local  da morte na fogueira  dos primeiros 54 mártires templarios–como relapsos a 13 maio de 1310 …... Hoje , é imperioso  celebrar  a vida   daquela  Ordem  já ilibada  até pelo Vaticano, ..em suas sedes  nascentes  comuns : Tomar e  Troyes as quais têm bastantes  afinidades histórico-culturais     .  Troyes/França  é  a terra  do fundador da Ordem,  Hugh de Payns e lugar do concílio que lhe deu a Regra , a  irmanar /geminar   com Tomar- centro templário  fundado pelo  1º grande mestre português D.Gualdim Pais  ...Reforçando o sentido da Identidade europeia, baseado numa história comum! 
Glória à  memória e ao  espirito Templário , eles estão bem vivos entre nós !

13.3.12

Thomar ou Thabor - a mesma Transformação !

O monte Thomar é como o monte Thabor ou da Transfiguração -
local onde os Eleitos ou sábios monges cavaleiros do Templo se elevam à contemplação divina…

Olhai a forma redonda da Charola templaria ! - eis o grande Athanor ou forno alquimico da transmutação. Palacio de Daniel, onde todos os mistérios estão em potência e em substância. Estufa espiritual.
Ali o fogo interior é para o monge templário : iluminação, revelação da Verdade e do sentido da vida. O alfa e o òmega – onde se atinge o estado subtil, corpo glorioso, exaltação do Espírito, perfeito homem de luz crística pela combustão do invólucro grosseiro ou corpo material .

No sec XIII, as ordens espirituais, interesssam-se pela arte da transformação da Matéria e aperfeiçoamento do Espírito. Raimundo Lull- in Testamentum- fala da “pedra excelsa, com o poder de curar dos seus defeitos a qualquer ser animado”...uma técnica de elevação espiritual : transformação da alma, alegóricamente representada pelas vicissitudes dos metais...

Também na heráldica dos cavaleiros- a Bandeira templária e da cidade- com suas 3 cores- o negro o branco e o vermelho- representa as 3 fases da Obra alquímica da transmutação/transformação de si . O negro-dissolução, trituração, maceração do corpo. O branco-a purificação,solução iterativa-repetitiva, batismo e confissões. O Rubro-exaltação do estado, aquisição do Santo Espirito vivificante...

Por todo o lado uma simbologia hermetica - que intriga e atrai para outro saber. Na porta da Almedina do castelo : está a Rosa alquimica sobre a cruz, simbolo do renascimento do Sol crístico, regresso à idade de Ouro...


Venha a Tomar cidade alquimica !…um tesouro iniciático à sua espera

Suba à igreja-Rotunda do castelo e desça as águas da Albufeira…e será transformado…por dentro e por fora! absorvendo as boas vibrações do Lugar…


“ É a Hora !… da Alquimia do Espirito “ (Fernando Pessoa)

9.3.12

Templ'Anima = Alma do Templo = Espírito do Lugar

Aos que para além das pedras...demandam o espirito templário do lugar...
VALETE  FRATRES ! 

Circa 1286 o Mestre João Fernandes inicia um seu sobrinho em Capítulo , segundo testemunho dado nas inquirições de D.Dinis  às terras da Ordem...

Reserva  Obrigatória  para  913612411 ou  templ.anima@gmail.com
(Datas a agendar  , sujeitas  a número mínimo de participantes)

1.3.12

No dia primeiro do castelo de Tomar leia este livro

                           
Sobre a vida de Gualdim Pais, braço direito de D. Afonso Henriques e fundador de Tamaris...uma designação dada ao burgo por causa da abundãncia de tamargueiras (tamarix) a nascente nas margens do rio que o atravessa.

A vida de Gualdim Pais é um verdadeiro paradigma da Ordem Templária: nasce no ano em que nasce a Ordem (1118) e morre no dia em que a Ordem “morrerá” (13 Outubro), o que não deixa de ser uma coincidência significativa.

Uma biografia -a primeira extensa- do fundador da urbe “tamarense” onde se fica a conhecer toda a familia de D.Gualdim Pais : dois irmãos (D.Vasco e D.Gomes) e uma irmã (D.Sancha).
Vero livro das Horas-momentos de sua vida em 24 capitulos , este é o relato possível e diacrónico do Caminho do cavaleiro ideal (heroi-modelo como o Marechal de Inglaterra: também filho segundo, cruzado e sepulto no Templo) : uma vera vida edificante, daquele que peregrinou por aqui, desde a Jerusalém terrestre à Jerusalem celeste!

Onde procuramos olhar as cousas de um outro modo, expôr aspectos e facetas ainda não revelados, captar a Manifestação de outras realidades , atentos a pormenores e relações habitualmente despercebidas : é o caso das coincidências significativas, tudo o que ocorre em paralelo no mundo e é convergente...e claro, procuramos dar seu significado, conforme ao nosso discernimento.
Assim no Introito afirma-se : E esquadrinhando a fachada da igreja (S.João)…reparei naquele símbolo (desde sempre visível mas que por isso se tornou invisível, por habituação), a flor-de-lis entre animais afrontados, e compreendi que aquela era a pista para o tesouro oculto ou mensagem templária a decifrar. Haverá algo a ligar a ” flor-de-lis” , ao encontro de Ascalon, à origem do nome da cidade, ao culto de Iria e até ao ritual dos Impérios do Espírito Santo?!... Essa é a nossa Demanda! (do Mistério)...

Onde se referem as influências orientais em Tomar e arredores : as procissões festivas das primícias do pão em Tabuleiros, à imagem das procissões nas margens do Nilo à deusa Isis , onde atrás do “estolista” seguiam os portadores do pão (sic)…e o Ritual dos vasos de “Cabeleiras” , a quando da entronização do Imperador, na festa anual em Carregueiros, como resíduo arqueo-teológico fenicio...
Também referindo a igreja da Divina Sabedoria (S.Sofia) a par da Igreja da Divina Paz (S.Iria) – na Constantinopla justiniana – ambas igrejas de invocação simbólica e não a santas reais, prática aliás comum na igreja oriental e exportada para Ocidente.

Esta é a Hora !...em que para além da Janela do Capítulo, aberta sobre os Descobrimentos e a Renascença , achámos necessário abrir uma porta para os subterrâneos da Ordem ou mundo oculto medieval, morada do Egrégore…a alma do Templo fundadora!


Procure pois esta obra (tanto nas livrarias da cidade, como nas grandes superficies tipo Fnac da capital) e começe já a ler onde diz : Atravessando de ocidente para oriente ,a linha do horizonte : avisto a forma difusa de um cavaleiro ou talvez seja apenas um cavalo, que súbito pára .. O seu contorno lateral mais visivel nas partes mais escuras : a cauda , os dois pares de pernas alinhadas e a cabeça com suas curvas , desenham agora como que um número, uma data ...1118... o alvorecer de uma nova Era, a da cavalaria divina !

Carpe Diem!