19.10.13

Viver Iria Hoje ...13 séculos depois : não a deixem cair de novo ao rio !




Estamos a falar de  um convento (S.Iria) ameaçando ruina.  Chamando a atenção para a perda da sensibilidade pela rotina e aceitação do existente como um mal natural – suscitando uma resposta colectiva a uma situação de urgência .
Enquanto oficialmente se reformula e aprecia  uma solução, e por milagre da situação eleitoral se lançaram obras de sustentação na fachada (ou de fachada) virada para o rio ...  a magnifica obra renascentista ,incluindo o claustro de arcaria toscana de 2 niveis.. agoniza abrindo sérias brechas.
Mas mais do que isso há a parte imaterial-invisivel :  estão aqui as nossas Raizes enquanto vizinhos -povo concelhio- conhecidas desde o tempo de D.Dinis e suas Inquirições e em simultâneo uma estoria que era o nosso 1º selo ou bandeira conhecida em 4 quadrantes (segundo a descrição de Pinho Leal) e que aqui apresentamos enquanto  nosso trabalho de reconstituição do original, respeitando o design de época.

                      

Vamos preservar o Património visivel e invisivel  com o envolvimento de jovens escolares e comunidade ( instituições) no intuito de transformar a realidade por meio de ações, desenvolvendo-se assim uma cultura de identidade.  
  Tudo começa por  Animação em Escolas  – não só  a pensar na santa um dia no mês de outubro (as escolas da primaria) , mas a Viver Iria  todos os dias- desde esse dia  através de  iniciativas de sensibilização  dos  alunos do 2º e 3º ciclos, convidando-os  a produzirem /contarem lendas e costumes antigos com recolha dessas informações. Com promoção de jogos e concursos ao nível da escrita e desenho , fotos e estorias sobre S.Iria e ...as ruinas dela...para posterior divulgação destes materiais , no espaço do Convento.  Aproveitando uma  tradição de Iria tecedeira ...porque não mesmo o design de modelos  para “ freiras no mundo” -partindo do negro do habito beneditino...ao gótico hoje tão em voga  ...
 -Começar a requalificação (espiritual num  1º momento, porque há  que ganhar as consciências  para isso, através de um combate diario)  chamando  a atenção para tal ´ : atraindo  artistas pintando /desenhando ao vivo , nas margens do rio e na ponte...ali adjacente ...pintando a lenda e a paisagem....um atelier exterior de permanente lembrança... e artesãos  ao vivo em autêntico   merchandising - em pano,barro ou madeira - da santa , assim como do portal e de aspectos do interior... um violino convidado á entrada do convento, etc

                     

- Organização de um grande Evento -  a representação da  Opera  Irene de Alfredo Keil  - a partir do trabalho recente do Conservatorio de Musica de Vila Nova de Gaia.- cujos contactos já estão iniciados por nós.- São  5 solistas(os 5 personagens principais da lenda) e um pianita -regente em vez de um coro  por  economia de deslocação... e por questões de tempo de ensaio e custos : eventualmente só os " high-lights"  da Obra.. .
 Importante :  - havera redução no preço do bilhete a quem se apresentar com  um saco de limpeza ambiental - .todos são convidados a ir colher um monte de ervas ou lixo-no interior do edificado - .em acção de puro voluntariado ...a devolver os espaços à fruição das pessoas ...o claustro,etc ..devidamente  coordenados  pela presença de  tecnico .camarario , .em pequenos grupos  e por dias, na quinzena anterior ao evento-(depois de acabadas as obras de sustentação, com a necessãria segurança )....                                    
               
     

-Vamos estabelecer uma rede de lugares de memória da santa., começando pelos lugares ao longo do Tejo  : Tomar ,  Santarem  e Lisboa.(S.Iria da Azoia ) .  gerando intervisitas e apoios - uma especie de Cirio economico - nas pequenas dávidas  como nas grandes:  estimulando o aparecimento de eventuais mecenas em toda essa zona (onde se poderá incluir  a propria Casa do Concelho  - depois da construção da capital , no retorno às origens, agora ajuda para evitar a "desconstrução"  de um nosso monumento emblemático)...
.
Viva a Memória de Santa Iria  Viva !
   

5.6.13

Troyes (França) visita Tomar Templária



Estiveram de visita à Tomar templária, na ultima sexta-feira , dois casais de franceses de Troyes , que a Associação Templ'Anima conheceu a quando do Colóquio internacional s/economia templaria em outubro passado em Troyes, onde foi orador participante o nosso Ernesto Jana .
Valérie e François Gilet, especialistas responsaveis pela pesquiza e manutençao da Comenda templaria de Avalleur ,junto a Troyes (Aube) e também Martine e Yvon Laurent do Departamento de Turismo regional da Champagne/França.
Vieram para conhecer o castelo templario de Tomar e fazer o pomto da situação em relaçaõ à Rota templaria Europeia , por nós já proposta.
Assim as 9.30 da manhã foram recebidos pela Templ'Anima à porta do castelo e seguiram acompanhados pela técnica conventual Drª Casanova , fazendo a visita pormenorizada da Alcaçova e Torre de menagem do castelo, especialmente aberta e autorizada pela Directora patrimonial Drª Ana Dias.



Segui-se a Charola ,o ex-libris templario e gualdinico , que maravilhou os franceses tanto no exterior como no interior...A vera tenda jerosolimita de pedra !
Depois da visita à porta histórica da Almedina descemos à cidade , para um almoço de trabalho na estalagem de S.Iria com a presença do presidente da Câmara e elementos da associação “Civitas” .
Da conversa havida ressaltou a possibilidade de avançarmos para a formalização da Rota no próximo ano de 2014, no VII centenário da morte do ultimo mestre templario da Ordem ,Jacques de Molay ; agora que já temos o minimo necessário de 4 cidades para concorrer em termos europeus a esse estatuto: Tomar-Troyes-Ponferrada-Perugia .
Rota a estender a medio prazo a cerca de meia centena de cidades dos 5 outros paises templarios (temos inventariadas com patrimonio visivel, 10 locais em cada um dos paises : Espanha, França, Italia, Inglaterra e Alemanha.) . Temos uma marca simbolo para a Rota -segundo os criterios da Unesco- que tem a ver com a origem oriental da Ordem. E poderemos entretanto funcionar em rede co-publicitando na Net os varios eventos que vão acontecendo em nossas cidades templarias.
Da parte da tarde fomos visitar a praça central, a sinagoga e a igreja panteão de S.ta Maria dos Olivais.


De seguida fomos visitar o castelo de Almorol -acedendo de barco a seu interior e que percorremos interessadamente e com maravilhamento pela paisagem e localização...o nosso mini- San Michel...
Depois partimos para Dornes- atalaia e comenda agricola templaria – bastante elogiada cemográficamente também- onde chegámos a tempo de ver o fantástico pôr do sol...
Ficou assim conhecido o triangulo templario essencial na região de Tomar , objectivo futuro de circuito francês de visitantes …


À noite jantámos para despedida, na zona de Ferreira do Zezere, desta vez oferecido pelos franceses. E a saudar este feliz encontro , a essa hora precisa , era visivel (segundo informação da Ufo-Portugal) nos céus locais um objecto cónico...talvez um capacete de guerreiro templário...muito a propósito...a sançáo cósmica de nova Rota turistico- cultural depois da jacobeia … Non nobis ! Valete Fratres !




30.5.13

Roteiro Templário em Portugal



Paralelamente á construção de uma Rota Templaria  europeia, nós com o  objectivo de  promover e divulgar o extraordinario legado  do patrimonio edificado pelos templarios em Portugal., propomos visitas de conteúdo especifico a todas as  terras templarias castelos-comendas e igrejas –onde  ainda perduram sinais relevantes de sua passagem e vivência…

Tal pretende ser apenas uma orientação de percursos , para o viajante fazer de acordo  com suas preferencias e segundo o local onde se encontra… .

 Feito segundo critérios rigorosos e actualizados com base no recente livro tese de Nuno Villamariz.
  Começaremos a publicá-los na primeira semana de Junho.

  São 5  roteiros tematicos  para organizar  à   sua medida …



Rota 1    "Fronteira (raia)"
:   C.Novo-C.Branco-Rodão-Montalvão-Nisa-
       
Rota 2    "Beirã"
Vilar maior- -Penamacor-Monsanto-Penha Garcia- Idanha a Velha-Idanha a Nova


Rota 3- Norte
Penas Roias-Mogadouro-Longroiva  

Rota 4-   Coimbrã
Ega-Soure-Pombal-Pussos-Dornes- Ferreia zezere- Tomar- Asseiceira -Almorol-Cardiga-  

Rota 5   Conquistas
        Sintra-Loures-V.franca- Alenquer-Santarem-Rio Maior


10.3.13

A Igreja redonda dos templários em Londres



 Em 1160- constroi-se o Templo Novo de Londres , no limite da cidade,numa larga área ,limitada a leste pela zona de Whitefriars e Essex Street a oeste,a norte a ribeira Fleet e a sul o rio Tamisa. A parte do Templo fora da cidade era chamado o Templo exterior… A zona da igreja era Inner Temple- dada depois aos Hospitalarios, que alugam 13 casas a um corpo de advogados em 1326- na parte consagrada- a norte da igreja -campo santo (parte do cemiterio de cavaleiros,que se estendia para leste até aos claustros antigos).
Os lugares não consagrados –vestibulo, 4 casas, um jardim e uma habitação no exterior da Grande Porta- foram alugados a outro corpo de advogados em 1356.-será a zona do Middle Temple, a oeste.
                              
A igreja redonda – modelo do S:Sepulcro foi dedicada pelo patriarca Heraclio de Jerusalem, á Virgem Maria, em presença de Henrique II ,em 1185.,segundo uma inscrição que havia na parede exterior.
En 1240- dia da Ascenção- houve uma 2ª dedicatoria,no tempo de Henrique III , quando se juntou o corpo retangular da igreja –o coro ,tal como hoje vemos…
O circulo interior tem 6 colunas de marmore polido de Purbeck ,com 4 pilares cada uma, conectadas com as 12 colunas do circulo exterior por meio de arcos que são triangulos exactos. Diametro exterior de 19.5m , com 4 portas e 8 janelas.
No chão do circulo interior estão 9 efigies marmóreas de cavaleiros , confrades do Templo, alguns com as pernas cruzadas-(cruzados?) envergando cota de malha...Do lado norte, á frente do grupo,a estatua jacente de Geoffrey de Mandeville,conde de Essex-1144-com brasão esculpido ;do lado sul, William Marshall-1219-- guardião de Henrique III e grande conde de Pembroke,com seus 3 filhos
                               
Na união da igreja com o coro a sul- havia uma capela de S.Ana(destruida) com 2 pisos –unidos por uma escada de 14 degraus… Junto á porta do hall a norte ( por onde se acedia aos claustros e nivel inferior da igreja ) outra capela , de S.Tomás de Acre, patrono dos sergentos. Aqui se faziam as iniciações dos cavaleiros...
Anexo á igreja ,no angulo sudeste, ficava a casa do mestre,conhecida como Parson Court- nome de um mestre da Ordem.
               
O Coro ou corpo da igreja- - tem um passadiço central e 2 laterais com 25 m de comprido-16 de largo e 11 m de altura. Colunas agrupadas feitas de marmore de Purbeck,muito polidas. Os vitrais do coro e da igreja redonda- são modernos.
No passadiço central-abobadas de cruzaria . Em 4 dos timpanos,decorados com folhagens,alternam-se os brasões das 2 sociedades de advogados..entre as quais o coro foi dividido- a sul-Inner e a norte-Middle. (Aqui se pagavam alugueres e se faziam contratos)…

No corpo do coro estava o altar e mesa da comunhão - debaixo da mesa -um cofre em madeira de roble, com escritas das 2 sociedades. A vasilha de prata da comunhão consiste em 2 calices e 2 patenas do seiscentos…pertencentes às duas sociedades...

Os frescos na parede oeste do coro representam Henrique I levando o estandarte da Baucent, Estevão com o estandarte de S.Jorge no escudo, ,Henrique 2º,Ricardo 1º e João sustendo maquetes da igreja redonda e Henrique 3º com uma maquete ,tal como ficou a igreja depois de 1240.
Na esquina noroeste do coro-há uma pequena porta normanda que abre para uma escadaria de caracol que leva ao triforio. Á esqueda da escada na grossura da parede,há uma pequena cela penitencia l de 1,5m x 75 cm,onde se permanecia de pé obrigatóriamente devido ao espaço apertado...
               
Triforio- galeria aberta, formada pelo tecto do passadiço exterior da igreja redonda- originalmente esta galeria estava descoberta e o tecto corria só tapando o circulo interior-era de defesa como nas igrejas normandas fortificadas ainda visiveis na Auvergnia. Comparar com antiga iluminura da charola em Tomar...

Os Claustros – patio formado pela igreja e a casa do mestre a norte e casas de aluguer a este e a sul, com habitações em cima dos claustros-feitas por sir Christopher Wren…Os antigos claustro s dos cavaleiros c/ os edificios baixos e regulares em cima, foram devastados no incendio de 1679.
Portico a sul: -é o que resta dos antigos claustros,com seus arcos normandos... As figuras de meio corpo sitas abaixo dos capiteis das colunas do arco-pertencem ao rei Henrique 2º e sua miulher a rainha Eleanor. Ao lado do rei há 3 cavaleiros templarios,sustendo um deles um documento.Ao lado da rainha está Heraclio com as mãos orando,rodeado de outros sacerdotes.
Em 1307 a quando do arresto dos templarios vivia aqui o mestre William de la Mande, mais 12 irmãos, um comendador e tesoureiro, 6 capelães, 5 escrivães e serventes...
                
No secXVI- a igreja arruinada,foi arranjada- o altar e mesa foram deslocados para o fundo do coro . Em 1681- restaurada por sir Christopher Wren. Pavimentada com quadrados de marmore,brancos e negros, revestidos de madeira as paredes até as janelas- reconstroi o altar e o fundo cinzelado. São colocados retabulos.
No sec XVIII- a igreja, foi pintada a ouro por dentro, revestiu-se de madeira os pilares da igreja redonda , pintaram-se as efigies e reformaram-se as paredes exteriores.
Em 1840- juntou-se um tecto conico á torre-conforme forma original…que se mostra em um selo de comendador do sec XIII em Yorkshire .
Durante a 2ª grande Guerra foi atingida por bombardeamentos que a danificaram ,sendo restaurada em 1954. Hoje cercada por grandes edificios , a igreja passa despercebida e a atmosfera do local perdeu-se...

A Porta de Inner Temple- encontra-se no nº 17 da Fleet Strret .Tem artesania em madeira esculpida na fachada. É o melhor local para entrar no recinto templário...

Hall de Inner Temple- antigo hall dos cavaleiros templarios, edificio do tempo dos cavaleiros- (alojamento em madeira).. onde era seu refeitorio- e tesouraria, ao lado ,onde se guardava a cabeça dourada...segundo a tradição.
Biblioteca de Inner Temple (restaurada) - no extremo sul do antigo Hall-com 40.000 volumes de direito e 25000 de coleções de obras historicas do condado , literarias e artisticas., dos sec. XVI/XVII.

Os jardins do Templo foram famosos durante seculos,por suas rosas brancas e vermelhas, com que se degladiaram os paladinos das casas de York e Lancaster...na famosa guerra das Rosas
Pump Court- uma das casa mais antijgas do Templo- faz parte do antigo hall,na zona sudoeste, reliquia da època...
Temple Bar-perto do rio : casa - prisão, onde havia uma picota…hoje uma coluna coroada por um grifo , assinalando uma fronteira entre a City de Londres e a city de Westminster.

12.11.12

A importância das Redes: da rede virtual FB à rede material/Rota do Templo... passando pela rede telúrica.


                 

O monte Thomar onde os monges soldados do Templo ergueram o seu castelo sede da mais famosa Ordem de cavalaria  medieval e hiperbórea  é atravessado por uma rede telurica energética  que cobre o planeta  e se polariza  em determinados locais sagrados como Chartres e Compostela.
Em Tomar é onde se cruzam Salomão e Iria :  o vale da Paz (que é o significado de Iria em grego sua origem)  e o monte dos Sabios  Cavaleiros  , porque está na dupla rota irenica / de Sant'iria ou Santarem  a Al'Iria ou Leiria , passando por santa Iria de Tomar e Cova da Iria (Fatima)  até Iria Flavia ou Padron à  entrada de Santiago de Compostela,portanto Caminho de Santiago por um lado ,mas também por outro:  Caminho do San'Graal  que os cavaleiros do Templo demandadores do sagrado Cálice, semearam de castelos -vigia  entre Tomar e Ponferrada na Galiza.

Vem isto a propósito das varias redes que estabelecem contactos entre  povos  e  tradições culturais afins ... Desde que a nossa Associação se formou em Tomar em 2006 que é um dos nossos objectivos (estatutarios) contribuir para a  criação de uma rota internacional templaria .  Durante o ano 2007 divulgámos essa ideia nos jornais locais  e a partir de 2008 encetámos um contacto epistolar com a Câmara nesse sentido.

                        

A questão central era e é de que tendo nós portugueses em Tomar a sede  da Ordem preservada mais completa (com igreja -Rotunda e castelo envolvente ) na Europa , deviamos despoletar este processo, seguindo as normas construtoras de rotas europeias expressas pela Unesco e sob a forma concursal apresentada pelo Conselho Europeu.
Tudo começou por um inventario de sitios europeus com memoria templaria, concretamente uma base de 10 locais  em cada um dos 5 principais paises europeus com tradição templaria e com algo ainda de pé para mostrar aos visitantes.
E começámos a pensar em contacta-los para esse efeito...

                         

O curioso e pedagógico é contar como surgiu o caso francês de Troyes. Há um ano atrás  através de um conhecimento  no Facebook   soubemos por um francês  da preparação de uma grande exposição templaria no Departamento de l'Aube  para 2012 evocando o concilio que pôs fim á Ordem do Templo em 1312 (VII centenario). Apadrinhando o site desse francês está um professor e investigador em Historia local , Thierry Leroy responsavel pelo museu templario de Payns, lugar do 1º mestre templario Hugo de Payns. E contactámo-lo no sentido da possibilidade de alargamento dessa exposição não só ao caso francês
mas também  aos outros paises para onde os templarios irradiaram como foi o caso de Portugal, desde os seus primeiros anos , estabelecendo-se em Fonte Arcada , não esquecendo que o próprio pai do nosso Afonso Henriques veio da Borgonha...

                      

O Departamento organizador de L'Aube , abriu entretanto convites á participação internacional num Coloquio sobre economia templaria em Outubro deste ano a fechar o periodo da Exposição . Foi sugerido o nome do professor Ernesto Jana .
E foi assim que surgimos na semana de 23 a 27 de Outubro em Troyes   para participar no Coloquio , ver a Exposição templaria e aproveitar para falarmos com responsaveis locais sobre a futura rota templaria europeia...
 O  Coloquio  decorreu no polo universitario de Troyes e  no antigo mosteiro de Claraval , estando presentes varios especialistas conhecidos da temática templaria  como os historiadores Alain Demurger e  Simoneta Cerrini . O nosso prof. Ernesto Jana apresentou a comunicação intitulada :."As origens das propriedades e dos rendimentos dos territórios templários: uma visão de conjunto."  As Actas das sessões  serão publicadas em maio do ano que vem.
                             

Seguidamente ao fim do Coloquio fomos recebidos amavel e interessadamente (numa rota entre Troyes e Tomar , ambas templarias) pelo presidente do Departamento regional de L'Aube e posteriormente fomos apresentados á directora do Turismo local  que nessa tarde e na manhã  seguinte organizou especialmente para nós  (como familia, afinal desde o nosso primeiro rei ...) uma visita exclusiva à  cidade (monumentos) e arredores (comenda de Avalleur e museu templario de Payns).


Regressados a Tomar , apresentámo-nos no Encontro Internacional que decorreu no Hotel dos Templarios , promovido pela Entidade Regional de Turismo , onde na sessão propria dedicada a um roteiro templario na Europa , falámos do apoio por parte de Troyes e ouvimos as comunicações também interessadas dos municipios de Ponferrada (Espanha) e  Perugia (Italia) .  

 Estamos portanto agora no bom caminho para  iniciar a Rota , já que dispomos de 4 cidades de paises diferentes para nos candidatarmos para o efeito. E assim cumpriremos o sonho -iniciado alguns anos antes- e necessário para colocar Tomar no mapa europeu e ao mesmo tempo melhor perpetuar a Memoria dos bravos cavaleiros  templarios .    Non nobis !

21.10.12

A Templ'Anima presente em Troyes(França) no Coloquio internacional sobre Templarios





Realiza-se na proxima semana integrado na grande exposição templaria  deste verão em Troyes um Coloquio  internacional  sobre a economia dos Templarios de  24 a 26 outubro 2012
Quarta-feira, 24 out (tarde):no  Centro Universitário de Troyes
Quinta-feira, 25 outubro: na Abadia de Claraval  ( a cerca de 50 km de Troyes, na cidade de Ville-sous-La-Ferte)
Sexta-feira 26 de outubro: no Centro Universitário Troyes

O comité científico é presidido por Michel Ballard ,  professor emérito de História Medieval na Universidade de Paris 1 Panthéon-Sorbonne
 Participam entre outros  a italiana Simoneta Cerrini,  Thierry  Leroy (museu de Payns ) , Damien Carraz, professor de história medieval  , Nicolas Dohrmann,   diretor do Arquivos e Patrimonio do Departamento de L' Aube ;Ghislain Brunel, chefe do Arquivo Nacional do Património (Paris), o ingles Mike Jefferson e o  alemão Karl Borchardt .

O nosso prof. de Historia Ernesto Jana-  intervem no dia 26  das 10-10.30 da manha ,  com. "A origem das propriedades e rendimentos dos territorios templarios.Uma visão de conjunto".

     

Entretanto faremos visitas e encontros com entidades locais.
Assim na quarta-feira visitaremos o Museu de Payns sobre o fundador da Ordem do  Templo.
Na quinta-feira, visitamos a abadia de Claraval, fundada por S.Bernardo . patrono dos templarios
O edifício da abadia  constitui  uma obra-prima da arquitectura cisterciense, relectindo  o ascetismo monástico  em suas linhas. O antigo refeitorio (hoje conhecido como Hostellerie des Dames,na foto acima )  apresenta  entre outras coisas, medalhões representando as virtudes .
A  Biblioteca de Claraval, formado a partir de 1115 , é o primeiro fundo francês medieval.Hoje confiado à cidade de Troyes, ele é composto de  1450 manuscritos  e  foi incluído na memória do registro da Humanidade pela UNESCO

Seguidamente ao Coloquio na sexta à tarde. reuniremos com o presidente  do Departamento de  L'Aube e com a directora local  do Turismo, sobre  perspectivas de  partneriado entre Troyes e Tomar , como a possiblidade de organizar uma rota especifica templaria  e a  eventual geminação entre os 2 regiões   , devido  a sua  afinidades historico-culturais  desde o sec XII (a começar pelo conde Henrique -pai de Afonso Henriques- oriundo da região Borgonha/Champagne)..





11.8.12

Os Círios de Dornes



Agora que somos quase chegados a Santa Maria de Agosto , evocamos outra festividade da Senhora em terras templarias. Dornes com sua torre pentagonal,sentinela sobre o rio Zêzere... Todos os Domingos, da Páscoa a S.Miguel em Setembro,  ali chegaram a ir  cerca de quatro dezenas de freguesias, algumas de mais de uma vintena de léguas de distancia...Hoje vem de camioneta; cada povoação com o seu pendão ou cirio com o nome da localidade, representando a promessa antiga e colectiva à Senhora do Pranto.
O compromisso pode ser cumprido apenas pela respectiva confraria em nome de todos.( Em Lisboa no cirio da Senhora do Cabo, vai ela desde o santuário visitar rotativamente as povoações...por mais cómodo)... Por vales e por montes,lá vão os romeiros(antes a pé ou de carroça) com seus cânticos ao Bendito e à Senhora,fazendo o percurso sinuoso até à entrada na vila, marginada pelas cruzes da Via Sacra. Há tambores e música e foguetes, à sua chegada ao Outeiro a pé.
Os romeiros sobem ao monte sagrado para estar mais perto de Deus, para que melhor ouça suas preces...desde sempre os cultos se associaram a lugares altos ou agrestes. Segue-se a missa com sermão,no alto da escadaria, mas fora da capela ao ar livre,por não caberem todos lá dentro. Durante a missa ou no final há a entrega dos votos ou paga das promessas no altar colocadas: velas,muita cera lavrada,ao Santuário: pés, mãos, troncos, formas humanas ,por graças recebidas. Antigamente seriam sacos de trigo e outros frutos da terra... Daqui segue a procissão solene com volta á povoação com a imagem da Senhora. Na procissão com seus pendões erguidos vai o padre sob pálio,os andores com os santos levados pelos confrades com suas opas vermelhas, uma mulher com açafate à cabeça com as oferendas em pano de linho lavrado,e finalmente os fieis em cânticos.
Depois terminada a volta á vila, espalham-se os romeiros pelo outeiro e sob as olivas ou à beira do Zêzere abrem os seus cestos de farnel e comem e bebem colectivamente.



Recuando ao seculo XVI : Naquele tempo Dornes era uma comenda agrícola com muitas oliveiras e vinhas,onde havia 3 adegas da Ordem-talvez fazendo jus a seu nome-com Paço de cavaleiro de Cristo, rodeado de pomar e muros, que os vizinhos deviam reparar e cuidar quando necessário.A Virgem era pranteada (contra as pragas na agricultura) com bodo anual, 15 dias após a Páscoa, em procissão que ia até a Senhora da Orada, havendo aí jantar de confrades. (Também se ia à ermida de S.Pedro de Castro noutro outeiro próximo sobre o Zêzere,onde ainda no seculo XVIII acorriam milhares de fieis que ai deixavam ex-votos sob a forma de singelas e belas tábuas pintadas de caracter religioso,onde se anotavam graças e milagres recebidos).
Recuando às origens, consta que em finais do sec.XIII (1285) um ermitão que virou santo,de seu nome Guilherme, encontrara uma imagem da Virgem nos Albardães, depois de escutar por ali na serra uns suspiros e ais...E sendo a rainha Isabel ,um dia avisada por Guilherme (de Pavia),ali apoiou a fabrica de uma capela. Mas quem era este Guilherme? Por sua ascendência (vide anexo) pensamos que provem da união de 2 famílias- os Cogominhos e os Pavias- por casamento neste século XIII de Maria Fernanda Cogominho e Vasco M.Pavia. Esta união é sugerida mesmo pelas primeiras armas da vila: escudo esquartelado com quinas e leões alternados: sabendo nós que o leão pertencia ás armas dos Pavias e as quinas referindo provavelmente a série de 5 chaves que figuram no escudo dos Cogominhos. Num dos angulos da Torre pentagonal aparecem gravados numa pedra duas siglas semelhantes às chaves do escudo dos Cogominhos.



Por outro lado , o ramo Pavia - italiano - deve ter influenciado os cultos locais. Efectivamente neste século XIII foram compiladas no norte de Itália(Pisa,Cortona) pelos franciscanos, várias laudes ou composições de carácter popular, cantadas pelas confrarias entretanto formadas nas diversas procissões e representações comuns na época. (Aliás a presença franciscana na nossa região nesta década prova-se documentalmente).
Uma das laudes mais célebres e influente foi o Laudário do espiritual Jacopomo de Todi, que viria a servir de modelo mais tarde á composição pelo dominicano português André Dias do seu Pranto de N.Senhora das Dores em 1435,destinado a ser cantado pela confraria do Bom Jesus em Lisboa, no qual a Virgem canta e chora longamente a caminho do Calvário em melodia triste.
Ora, considerando a reconstrução da igreja de Dornes por D.Gonçalo de Sousa em 1453 e tendo em conta que G.Duby fixa a primeira representação da Senhora com o filho morto nos braços em 1419 e sabendo nós que a imagem escultórica,em madeira policromada,existente en Dornes, é comum a muitas outras que pela mesma época foram saindo da Escola Renascentista Coimbrã ;  de todos estes pontos podemos concluir que foi neste século XV que tudo se fixou aqui na forma actual. ( Também no Cirio de Almargem à Sªdo Cabo,se cantavam laudas)...
 Antes, já os judeus da Diaspora habitavam há muito ao longo do Zezere nas Beiras(desde Belmonte) buscando cultuar a Deus junto dos rios que eram próprios a sua tradição...aqui há referências a um S.Jordão , a um loco de Gericó e um lugar chamado de Judiaria...E sabe-se que têm um fundo comum em suas tradições,com os lamentos sírios importados para as Hespanhas ... Assim os suspiros e ais ali ouvidos antes ( o seriam de facto) como reminiscência de tais cultos naturalistas,antes de cristianizados...Talvez memoria dos prantos celebrando em Junho a Adonis,que morre e ressuscita todos os anos,o deus vivificador do trigo...S.Jerónimo presenciou-o e relata-o entre os gentios da sua época...Entre nós na vizinha vila beirã de Monsanto,nas procissões nocturnas da Semana Santa,mantém-se a existência do coro pranteador dos Héus,assim mesmo chamado...Tal como no Fundão (as 3 Marias do Héu) ..a caminho da comenda templaria de Castelo Branco...